8 de mai de 2015

CONHECENDO E ACAMPANDO EM TIRADENTES/MG


DADOS DO CAMPING:
Camping Tiradentes – www.campingtiradentes.com
Av. Gov. Israel Pinheiro, a 3 km do centro de Tiradentes
Coordenadas geográficas: -21.13114,-44.17131
Localização no Google Maps: https://goo.gl/HvCN7p
Telefones (32) 3355-2828 - 8856-7622 ou (32) 8885-5417
Proprietários Luiz e Izabel
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PLANEJAMENTO
Decidimos por programar essa acampada depois de ler relatos positivos de campistas amigos em seus blogs - Nas Estradas do Planeta e Camping & Estrada - além de informações de um campista amigo de Formosa/GO.
Após ver 3 opções de roteiros, o mais curto passando por SP, (Anhaia Melo, Salim Farah Maluf, Dutra e Fernão Dias), 546km, decidimos pelo mais longo mas, em tese, menos trânsito, ou seja, Rodoanel Leste, Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias, o que indicava percorrer 590 km até o Camping Tiradentes.
Devido à distância e para compensar, nos preparamos para ficar 6 dias, de 29/4 a 05/05, aproveitando o feriadão de 1º de maio, quando todas as atividades da cidade estariam funcionando.


A VIAGEM
Com uma previsão de 8 a 9h de viagem, saímos de casa às 5h40 e a viagem foi tranquila, pegando apenas um pouco de trânsito na subida da Imigrantes e em pequenos trechos da Ayrton Senna e Dutra. Chegamos no camping às 14h, após 8h20 e 596 km de estrada, média de 71,5km/h, sem parada para almoço e apenas paradas técnicas ou para dar uma esticadinha, como de costume em viagens longas.


O CAMPING
Confirmando as informações lidas, encontramos um camping simples, mas acolhedor, com área plana e gramada, banheiros decentes, cozinha comunitária, WiFi próximo à casa sede, várias árvores frutíferas, algumas carregadas com laranjas e mexericas e, detalhe importante, um atendimento muito atencioso do casal proprietário.
Ao lado passa o Rio das Mortes que, nesse ponto recebe as águas do afluente Rio Elvas. Em frente à portaria passam os trilhos da Maria Fumaça, que circula aos sábados, domingos e feriados, levando turistas de Tiradentes para São João del Rei e vice-versa.
Ficamos o primeiro dia sozinhos no camping - em paz e em sintonia com o ambiente de sítio, com galinhas, galos, dois cachorros amigáveis circulando e algumas cabeças de gado (em área cercada), com direito a acompanhar a ordenha de manhã cedo.
Já no segundo dia chegaram os amigos Marcelo, Kelly e Marcelinho e, após, uma família numerosa de Três Rios e Paraíba do Sul/RJ. No total o camping chegou a receber 12 barracas.



A CIDADE
Tiradentes é uma cidade histórica com mais de 300 anos e sua arquitetura, bem preservada, em estilo colonial e ruas com calçamento de pedras – chamado de pé de moleque. Sentimos diferença gritante entre a primeira ida, antes do feriado, com tudo calmo, pacato e aquele ar das pequenas cidades do interior e depois no feriadão com movimento intenso de turistas.
Todo o centro histórico é tomado por vários tipos de comércio direcionado para esse público (turistas), com várias opções para os aficionados pela boa gastronomia mineira, artesanatos e lembranças.
Um destaque para as Igrejas católicas, com seus altares bem trabalhados artisticamente falando, principalmente a Matriz de Santo Antônio com muitos detalhes em ouro.


OS PASSEIOS
Fizemos um passeio muito bom na Maria Fumaça até São João Del Rei, onde, com um guia nos passando várias informações sobre os locais, circulamos de Van visitando vários pontos históricos, incluindo Igrejas.
Em Tiradentes além de caminhar bastante pela cidade, atingimos nosso objetivo de fazer a Trilha do Carteiro, da qual tivemos prévio conhecimento em pesquisas e leituras na internet. Essa trilha leva até a parte superior da Serra de São José – imponente serra que domina todo um lado de Tiradentes, com muito verde na parte de baixo e um maciço rochoso na parte superior. A trilha passa por um caminho de pedras feito pelos escravos no século XVIII e no topo tem vários mirantes naturais de onde se descortina belos panoramas.




O RETORNO
Para ganhar tempo e poder sair mais cedo, na segunda feira à tarde desmontamos e guardamos todas as tralhas no carro, medida providencial pois à noite choveu bastante. Como periodicamente perguntam como carregamos tudo no carro, sem carretinha ou bagageiro externo, resolvemos tirar foto do banco traseiro e porta-malas do Logan carregados, frisando que nada fica acima da altura do encosto dos bancos, por questão de segurança. Pernoitamos num dos quartos disponíveis no camping – dispõe de um total de 20 aposentos, entre quartos, suítes e rancho para famílias mais numerosas.
Depois de um reforçado café da manhã na sede do camping, saímos às 8h15, o que com a previsão de até 9 hora de viagem chegaríamos em casa por volta das 17 horas.
A viagem correu tudo normal até a Fernão Dias (cerca de 120 km do camping) apesar de chuva na maior parte, pista simples e muitas curvas na BR 265.



O IMPREVISTO
Pegamos um congestionamento na Fernão Dias devido a um acidente no km 925- carreta tombou, derramando sucata na pista. Paramos no km 917, região entre Cambui e Itapeva/MG e ficamos retidos no meio de uma infinidade de caminhões, sem nada por perto ou possibilidade de sair por rotas alternativas. Paramos às 12h30 e só passamos pelo ponto do acidente às 18h30, portanto 6 horas perdidas, e faltavam ainda cerca de 260 para chegar em Santos, o que só ocorreu às 22h45, após pegar trânsito na passagem pela Dutra e região de Guarulhos. A Lei de Murphy funcionou...


ENSINAMENTO
Felizmente, devido nosso costume de raramente fazer refeições durante as viagens, sempre trazemos no carro água, garrafa térmica com café, frutas (tinha um saco de mexericas trazidas do camping e 2 litros de água) e alguns docinhos. Isso quebrou um galhão pois não havia nada em torno nem possibilidade de sair do trânsito trancado.
Para “desapertar”, rsrs, abríamos as duas portas da lateral do carro e entre elas fazíamos o que tinha urgência de ser feito...


CONCLUSÃO
Não obstante o acontecido na volta – a primeira vez que nos ocorre, nessa dimensão, em mais de 60 viagens – a acampada foi muito prazerosa, conhecendo um pouco mais de nossa história numa cidade que merece ser visitada.
Mais fotos dessa viagem podem ser vistas no Picasa e mais detalhes em nosso site na página Camping em Tiradentes/MG






7 de abr de 2015

Novo camping conhecido: LYRIMAR em Joanópolis/SP

DADOS DO CAMPING:
Camping Lyrimar (site em construção)
Estrada para Cachoeira dos Pretos, km 16
Coordenadas geográficas: -22.951303,-46.186277
Telefone (11) 4539-3272
Proprietários Toninho e Lourdes
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Aproveitando o feriadão de Páscoa, fomos antes, na quarta feira, dia 01/04/15, para Joanópolis/SP. Se fôssemos atravessar São Paulo e pegar a Fernão Dias, como das vezes anteriores para essa cidade, seriam 223 km, que fizemos da última vez em 3h50. Para fugir do trânsito da capital desta vez fomos pelo Rodoanel Leste, Airton Senna, Dom Pedro e Piracaia, totalizando 260 km (37 km a mais) que fizemos em 3h45, portanto menos tempo, menos stress, menos desgaste/consumo de combustível.

Saímos as 6h, estradas com movimento normal, sem paradas e o GPS, inseridos 3 pontos de destino (Rodoanel/Airton Senna, Dom Pedro e Joanópolis), nos orientou sem problemas até as coordenadas do camping -22.951303,-46.186277 onde chegamos às 9h45.

A primeira impressão foi boa encontrando um camping relativamente pequeno, todo gramado, com piscina, churrasqueiras, mini-mercado, bar/restaurante e banheiros decentes. Lá já se encontravam amigos do Grupo dos Blogs Campistas do Facebook, armando suas barracas e com quem já havíamos combinado o encontro. Fomos procurados pela proprietária, que num primeiro contato muito simpático, colocou-se à disposição para o que precisasse e entregou-nos uma ficha para preencher, sem pressa.

Ficamos cinco dias, durante o qual vimos o camping ir aos poucos enchendo de barracas - chegou a 42 - boa parte dos campistas eram amigos virtuais do Facebook, parte reconhecemos, por outros fomos reconhecidos e a alegria estampada no rosto de todos. Ambiente muito bom e dias de sol até o domingo de manhã. Periodicamente o casal proprietário passava pelas barracas interagindo e prestativos para atender às necessidades dos campistas.

Algumas fotos dessa acampada:


Houve muita brincadeira entre nossos amigos campistas, como atestam as fotos abaixo:


Fizemos também boas caminhadas, uma com um grupo de amigos e outra com nosso filho mais novo, que dessa vez deu certo de nos acompanhar. Fotos abaixo:


Com boa parte do pessoal levantando acampamento, por volta das 12 horas do domingo começou uma chuva, de início tímida, intercalando períodos de melhoria com novas precipitações. Com o passar do tempo a chuva aumentou e o gramado ficou encharcado e na área onde era o campo de futebol apareceram poças de água. Nesse ínterim o proprietário chegou a usar enxada para desviar o curso da água, que ia para nossa barraca - estávamos adiantando, guardando parte dos equipamentos no carro para partir na segunda de manhã - e por fim, para nós e para um casal campista que ainda lá estava, disponibilizou dependências da sua moradia no camping para passarmos a noite. Já passamos por muitas situações acampando - isso faz parte - e encontramos gente boa pronta a auxiliar nos momentos desagradáveis, mas a experiência no Lyrimar ultrapassou tudo o que podíamos esperar em termos de apoio.

O estrago que a chuva (muita) fez na área de domingo para a segunda feira:


Na segunda até a hora da nossa saída às 9h50 não choveu e deu para desarmar a tenda - a iglu já tínhamos guardado na véspera, junto com o colchão e sem estar molhada - e até lavar o piso ecológico, bem enlameado, com a máquina wapp emprestada pelo camping. Enfim, saímos com tudo em ordem e fizemos uma viagem tranquila de retorno. Agora é planejar a próxima acampada, rsrs.